Cirurgia robótica no Brasil: conheça os robôs usados no tratamento do câncer de próstata, rim e bexiga

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Um guia em linguagem simples sobre as plataformas robóticas do mundo: quais já foram aprovadas pela Anvisa, o que os estudos mostram e o que isso muda para o paciente.

Resumo em 30 segundos

  • A cirurgia robótica no Brasil cresceu rápido: eram 51 robôs em 2018 e cerca de 180 em 2025.
  • Pelo menos quatro marcas de robôs para cirurgias como as de próstata, rim e bexiga têm aprovação da Anvisa: da Vinci, Hugo, Versius e Toumai.
  • O da Vinci domina o mercado e tem o maior volume de estudos. Os robôs mais novos mostram resultados semelhantes em estudos iniciais.
  • O SUS incorporou a cirurgia robótica de próstata em 2025, e desde abril de 2026 os planos de saúde são obrigados a cobri-la.
  • Mais do que a marca do robô, o resultado depende da experiência do cirurgião e da equipe.

O que é um robô cirúrgico, e o que ele não é

Apesar do nome, o robô cirúrgico não opera sozinho. Ele é um instrumento de alta precisão comandado em tempo real pelo cirurgião. A maioria das plataformas tem três partes:

  • O console, onde o cirurgião se senta e controla os instrumentos com as mãos e os pés, olhando uma imagem em 3D ampliada.
  • Os braços robóticos, posicionados junto ao paciente, que seguram a câmera e as pinças introduzidas por pequenas incisões de cerca de 1 cm.
  • A torre de vídeo, que processa a imagem e permite que toda a equipe acompanhe a cirurgia.

O robô filtra o tremor natural das mãos, amplia a visão em até dez vezes e usa pinças com “punho”, que giram em ângulos que a mão humana não alcança dentro do corpo. Para o paciente, isso costuma significar menos sangramento, menos dor e alta hospitalar mais rápida do que na cirurgia aberta.

Por que a urologia foi a especialidade que mais adotou o robô

A próstata fica no fundo da pelve, um espaço estreito, cercada pelos nervos da ereção e pelo músculo que controla a urina. Retirá-la e depois costurar a bexiga à uretra exige muita precisão, exatamente o que o robô oferece. Por isso, a prostatectomia radical (retirada da próstata no câncer) foi a cirurgia que popularizou a robótica no mundo e no Brasil. Um levantamento brasileiro mostrou que a urologia responde por 61,2% das cirurgias robóticas no país, e, segundo a distribuidora do da Vinci, cerca de 90% das cirurgias de próstata na rede privada já são feitas com robô.

No câncer de rim, o robô facilita a nefrectomia parcial: retirar só o tumor e preservar o restante do rim. No câncer de bexiga, permite retirar a bexiga (cistectomia) e reconstruir o trajeto da urina por pequenas incisões. No estudo britânico iROC, publicado em 2022 no JAMA, os pacientes operados com robô passaram mais dias vivos e fora do hospital nos 90 dias seguintes à cirurgia do que os operados pela técnica aberta.

A implantação da cirurgia robótica no Brasil

A primeira cirurgia robótica do país foi realizada em 2008. Desde então, o número de plataformas mais que triplicou: eram 51 em 2018 e cerca de 180 em 2025, segundo a Sobracil (Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica). O Brasil já soma cerca de 200 mil procedimentos robóticos.

Número de robôs cirúrgicos em funcionamento no Brasil. Fontes: Sobracil (2018 e 2025), Canaltech (2021) e Medicina S/A (2023). Valores de 2021 e 2025 são aproximados.

O crescimento acompanha uma tendência mundial. Só com a plataforma da Vinci, foram realizadas cerca de 3,15 milhões de cirurgias em 2025, quase 70% a mais do que em 2022.

Cirurgias realizadas com a plataforma da Vinci no mundo, em milhões. Fonte: relatórios anuais da Intuitive Surgical.

O principal obstáculo ainda é o custo. Um robô custa entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões, além dos instrumentos e da manutenção. Por isso, as plataformas se concentram em grandes hospitais privados das capitais, e um hospital precisa fazer de 200 a 500 cirurgias por ano para que o investimento se pague. A chegada de novas marcas e a concorrência tendem a reduzir esses valores.

Linha do tempo da cirurgia robótica no Brasil

AnoMarco
2008Primeiras cirurgias robóticas no Brasil, com a plataforma da Vinci
2012Início das cirurgias robóticas no SUS, no Instituto Nacional de Câncer (INCA)
201851 plataformas robóticas em funcionamento no país
2021Anvisa aprova o Versius (CMR Surgical), primeira alternativa ao da Vinci
2022Chegada do Hugo (Medtronic) ao Brasil
2024Anvisa aprova o Toumai (MicroPort MedBot), robô de origem chinesa
2025Conitec recomenda e o Ministério da Saúde incorpora a prostatectomia robótica ao SUS
2025Primeira telecirurgia robótica não experimental da América Latina: cirurgião em São Paulo opera paciente em Porto Alegre
2026A ANS torna obrigatória a cobertura da prostatectomia robótica pelos planos de saúde (abril)
2026Ministérios da Saúde e das Comunicações anunciam rede nacional de telecirurgia no SUS

Conheça as plataformas de cirurgia robótica

Hoje existem mais de dez marcas de robôs para cirurgias abdominais e pélvicas no mundo. Veja as principais, em ordem de presença no Brasil.

da Vinci (Intuitive Surgical, Estados Unidos)

É o robô pioneiro e o mais usado do mundo, com mais de duas décadas de uso clínico. Os modelos mais comuns no Brasil são o da Vinci X e o Xi. O da Vinci SP opera por uma única incisão, e o da Vinci 5, lançado em 2024 nos Estados Unidos, permite ao cirurgião sentir a força aplicada sobre os tecidos.

  • Vantagens: o maior volume de estudos científicos, o maior número de cirurgiões treinados e uma ampla variedade de instrumentos.
  • Desvantagens: custo elevado de aquisição, de instrumentos e de manutenção, e console fechado, que isola o cirurgião da sala.
  • No Brasil: aprovado pela Anvisa e em uso desde 2008. É a grande maioria das plataformas do país.

Hugo RAS (Medtronic, Estados Unidos)

O Hugo tem braços independentes, montados em carrinhos separados, que podem ser posicionados ao redor do paciente com mais liberdade. O console é aberto: o cirurgião usa óculos 3D e mantém contato visual com a equipe. Foi aprovado na Europa em 2021 e, mais recentemente, nos Estados Unidos para cirurgias urológicas.

  • Vantagens: flexibilidade de montagem e console aberto, que facilita a comunicação na sala.
  • Desvantagens: menos tempo de uso e menos estudos de longo prazo; a montagem dos braços exige uma curva de aprendizado da equipe.
  • No Brasil: registrado na Anvisa e presente no país desde 2022.

Versius (CMR Surgical, Reino Unido)

O Versius tem braços compactos e leves, cada um em seu próprio carrinho, pensados para caber em salas cirúrgicas menores. O console aberto permite operar sentado ou em pé.

  • Vantagens: tamanho reduzido, portabilidade entre salas e ergonomia para o cirurgião.
  • Desvantagens: experiência em urologia oncológica ainda limitada, com predomínio de séries pequenas.
  • No Brasil: aprovado pela Anvisa em 2021.

Toumai (MicroPort MedBot, China)

O Toumai é um robô chinês com console fechado e braços em uma única torre, semelhante ao da Vinci. Destaca-se pela telecirurgia: foi usado na primeira telecirurgia robótica não experimental da América Latina e é a plataforma escolhida para a rede nacional de telecirurgia anunciada pelo governo federal em 2026. Um estudo italiano randomizado com 80 pacientes, divulgado pelo fabricante, encontrou a mesma taxa de margem positiva (17,5%) que a plataforma de comparação na prostatectomia.

  • Vantagens: preparado para operar a distância e com potencial de custo menor.
  • Desvantagens: estudos fora da China ainda são recentes e pequenos.
  • No Brasil: aprovado pela Anvisa em dezembro de 2024.

Senhance (Asensus Surgical, hoje Karl Storz)

O Senhance oferece retorno tátil, em que o cirurgião sente a resistência dos tecidos, e uma câmera que acompanha o movimento dos olhos do cirurgião. Usa instrumentos reutilizáveis e finos, de 3 a 5 mm. Em 2024, a empresa foi comprada pela alemã Karl Storz.

  • Vantagens: retorno tátil e custo por cirurgia potencialmente menor.
  • Desvantagens: poucas opções de instrumentos articulados e pouca experiência em cirurgias urológicas complexas.
  • No Brasil: não localizamos registro público na Anvisa.

hinotori (Medicaroid, Japão)

Desenvolvido pela Kawasaki e pela Sysmex, o hinotori foi aprovado no Japão em 2020, justamente para cirurgias urológicas, e já tem séries de prostatectomia e nefrectomia parcial publicadas.

  • Vantagens: bons resultados iniciais em urologia e braços compactos.
  • Desvantagens: uso concentrado na Ásia.
  • No Brasil: não localizamos registro na Anvisa.

Outras plataformas

  • KangDuo (China): tem estudos randomizados contra o da Vinci em prostatectomia e nefrectomia parcial na China. Sem registro localizado no Brasil.
  • Edge MP1000 (Edge Medical, China): foi usado em 2025 em um teste experimental de telecirurgia no Brasil. Registro na Anvisa não confirmado.
  • Revo-i (Coreia do Sul), Avatera (Alemanha) e Dexter (Suíça): em uso em alguns países da Ásia e da Europa, sem presença conhecida no Brasil. O Dexter é um sistema híbrido, que alterna entre robô e laparoscopia.
  • Ottava (Johnson & Johnson, Estados Unidos): em fase de estudos clínicos, ainda sem venda comercial.

Comparativo das plataformas de cirurgia robótica

PlataformaFabricante e paísDestaquesLimitaçõesSituação no Brasil
da Vinci (X, Xi, SP, 5)Intuitive Surgical, EUAMais estudos e cirurgiões treinados; versão de porta única e com sensação de forçaCusto elevado; console fechadoAprovado pela Anvisa; em uso desde 2008
Hugo RASMedtronic, EUABraços independentes; console abertoMenos dados de longo prazoRegistrado na Anvisa; no país desde 2022
VersiusCMR Surgical, Reino UnidoBraços compactos e portáteis; console abertoPouca experiência em urologia oncológicaAprovado pela Anvisa (2021)
ToumaiMicroPort MedBot, ChinaTelecirurgia; potencial de custo menorEstudos fora da China recentesAprovado pela Anvisa (2024)
SenhanceAsensus / Karl StorzRetorno tátil; câmera guiada pelo olharPoucos casos urológicos complexosRegistro não localizado
hinotoriMedicaroid, JapãoAprovado para urologia no JapãoUso concentrado na ÁsiaRegistro não localizado
KangDuoKangDuo, ChinaEstudos randomizados contra o da VinciDados restritos à ChinaRegistro não localizado
Edge MP1000Edge Medical, ChinaTelecirurgia com internet de baixo custoPoucos estudos publicadosTeste experimental (2025)
Revo-i, Avatera, DexterCoreia, Alemanha, SuíçaAlternativas regionais; Dexter é híbridoPouca evidência em urologiaSem presença conhecida

A situação regulatória considera informações públicas até outubro de 2026. Registros podem mudar: a consulta oficial pode ser feita no site da Anvisa.

O que dizem os estudos científicos

Robô versus cirurgia aberta

Na prostatectomia, um estudo randomizado australiano publicado em 2016 na The Lancet mostrou que a cirurgia robótica teve menos sangramento e internação mais curta que a aberta, com resultados de continência e ereção semelhantes nas primeiras semanas. No câncer de bexiga, o estudo RAZOR (The Lancet, 2018) mostrou que a cistectomia robótica tem resultado oncológico equivalente ao da aberta, e o iROC (JAMA, 2022) mostrou recuperação mais rápida. No rim, o robô ampliou o número de pacientes que podem preservar o órgão com a nefrectomia parcial.

Os novos robôs são tão bons quanto o da Vinci?

A melhor resposta disponível vem de uma revisão sistemática publicada em 2025 na European Urology Open Science, que reuniu 74 estudos e 5.487 pacientes operados com nove plataformas novas: hinotori, Hugo, Revo-i, Versius, Avatera, Senhance, KangDuo, Dexter e Toumai. A maioria dos estudos (41) era de prostatectomia. Os novos robôs mostraram complicações, margens cirúrgicas, controle do câncer e recuperação da continência semelhantes aos do da Vinci. Os próprios autores alertam, porém, que os estudos ainda são pequenos e preliminares, e que faltam dados de longo prazo e de custo.

Uma revisão publicada no mesmo ano no International Brazilian Journal of Urology chegou a conclusão parecida: resultados iniciais aceitáveis, com variação entre plataformas, e necessidade de estudos maiores.

Evidência por tipo de cirurgia urológica

CirurgiaCom o da VinciCom os novos robôs
Prostatectomia radical (câncer de próstata)Padrão na rede privada; estudos randomizados e milhares de casos41 estudos com resultados semelhantes; seguimento ainda curto
Nefrectomia parcial (câncer de rim)Técnica consolidada para preservar o rimEstudos menores, com bons resultados iniciais (hinotori, KangDuo, Hugo)
Cistectomia radical (câncer de bexiga)Estudos randomizados RAZOR e iROCPoucos casos relatados

Vantagens e limitações da cirurgia robótica

  • Vantagens: visão 3D ampliada, movimentos precisos e sem tremor, incisões pequenas, menos sangramento, menos dor e recuperação mais rápida.
  • Limitações: custo alto, disponibilidade concentrada em grandes centros e necessidade de treinamento específico. O robô também não elimina riscos: complicações podem ocorrer, como em qualquer cirurgia.

Afinal, qual robô é o melhor para mim?

Essa é uma pergunta frequente no consultório. A resposta honesta é que, para o paciente, a experiência do cirurgião e da equipe pesa mais do que a marca do equipamento. Estudos sobre a curva de aprendizado mostram que os resultados melhoram com o número de cirurgias realizadas. Na hora de escolher, pergunte:

  • Quantas cirurgias robóticas desse tipo o cirurgião e a equipe já realizaram?
  • O hospital tem um programa de cirurgia robótica estruturado, com equipe treinada?
  • Quais são as alternativas para o meu caso, como acompanhamento, radioterapia ou outra técnica?
  • Quais são as chances de preservar a continência urinária e a ereção?
  • O procedimento tem cobertura do meu plano de saúde?

O que esperar dos próximos anos

  • Mais concorrência e custos menores, com a chegada de novas marcas ao Brasil.
  • Expansão no SUS, com centros de referência e a rede nacional de telecirurgia.
  • Robôs com sensação de toque, de porta única e integrados à inteligência artificial para planejar a cirurgia.
  • Telecirurgia para levar especialistas a regiões distantes.

Perguntas frequentes

Quais robôs cirúrgicos estão aprovados no Brasil?

Pelo menos quatro plataformas para cirurgias de tecidos moles, como as de próstata, rim e bexiga, têm aprovação da Anvisa: da Vinci (Intuitive Surgical), Hugo (Medtronic), Versius (CMR Surgical) e Toumai (MicroPort MedBot).

Qual é o robô mais usado no Brasil?

O da Vinci, presente desde 2008, corresponde à grande maioria das cerca de 180 plataformas em funcionamento no país.

Os robôs novos são tão seguros quanto o da Vinci?

Uma revisão de 2025 com 74 estudos e 5.487 pacientes mostrou resultados semelhantes em segurança e controle do câncer, mas os estudos ainda são pequenos e de curto prazo.

O plano de saúde cobre a cirurgia robótica de próstata?

Sim. Desde abril de 2026, a ANS tornou obrigatória a cobertura da prostatectomia radical robótica para câncer de próstata. Para outras cirurgias robóticas, a cobertura depende do plano.

O SUS faz cirurgia robótica?

Sim, em alguns hospitais públicos desde 2012. Em 2025, o Ministério da Saúde incorporou oficialmente a prostatectomia robótica ao SUS, com implantação em centros de referência.

A marca do robô faz diferença no resultado?

Os estudos disponíveis mostram resultados semelhantes entre as plataformas. O fator mais importante é a experiência do cirurgião e da equipe.

O robô opera sozinho?

Não. Todos os movimentos são comandados pelo cirurgião, em tempo real.

Sobre o autor

Prof. Dr. Carlo Camargo Passerotti é urologista, Livre-Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Coordenador de Urologia e Cirurgia Robótica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Formado e doutor pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), fez pós-doutorado na Harvard Medical School. Foi um dos pioneiros da cirurgia robótica no Brasil, em 2008, e já realizou mais de 5.000 cirurgias robóticas. Atua em câncer de próstata, rim e bexiga, hiperplasia prostática benigna, cálculo renal, disfunção erétil e cirurgia minimamente invasiva. CRM-SP [inserir] · RQE [inserir].

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. A menção a marcas e fabricantes tem finalidade exclusivamente informativa e não representa recomendação comercial. [Declarar eventuais conflitos de interesse.]

Referências

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ANDRAS, I. et al. [título a conferir]. International Brazilian Journal of Urology, v. 51, n. 4, e20250007, 2025.

YAXLEY, J. W. et al. Robot-assisted laparoscopic prostatectomy versus open radical retropubic prostatectomy: early outcomes from a randomised controlled phase 3 study. The Lancet, v. 388, p. 1057-1066, 2016.

PAREKH, D. J. et al. Robot-assisted radical cystectomy versus open radical cystectomy in patients with bladder cancer (RAZOR). The Lancet, v. 391, p. 2525-2536, 2018.

CATTO, J. W. F. et al. Effect of robot-assisted radical cystectomy with intracorporeal urinary diversion vs open radical cystectomy on 90-day morbidity and mortality among patients with bladder cancer (iROC). JAMA, v. 327, n. 21, p. 2092-2103, 2022.

FUTURO DA SAÚDE. Cirurgia robótica avança no SUS, mas país ainda possui desafios para expansão da tecnologia. 9 dez. 2025.

INTUITIVE SURGICAL. Intuitive announces preliminary fourth quarter and full year 2023 results. Sunnyvale, jan. 2024.

INTUITIVE SURGICAL. Intuitive announces preliminary fourth quarter and full year 2025 results. Sunnyvale, 14 jan. 2026.

CANALTECH. Robôs cirurgiões já são realidade no Brasil. 30 ago. 2021.

MEDICINA S/A. Cirurgias robóticas devem revolucionar cuidados médicos até 2035. 2024.

CMR SURGICAL. CMR Surgical secures regulatory approval for Versius in Brazil. Surgical Robotics Technology, 9 nov. 2021.

MICROPORT MEDBOT. MicroPort MedBot’s Toumai robot receives market approval in Brazil. 22 dez. 2024.

MICROPORT MEDBOT. Brazil launches national telesurgery network with Toumai surgical robotic system as technology platform. 13 maio 2026.

MICROPORT MEDBOT. Two BMC Surgery studies demonstrate comparable clinical performance of the Toumai surgical robotic system. 2026.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Alerta de tecnovigilância 5026: Sistema de cirurgia assistida por robô Hugo (registro 10349001280). 15 out. 2025.

MEDICINA S/A. Abril de 2026 muda a história da cirurgia de próstata no Brasil. 2026.

BRASIL. Conitec. Prostatectomia radical assistida por robô para o tratamento de pacientes com câncer de próstata. Relatório de Recomendação n. 1030. Brasília: Ministério da Saúde, 2025.

OLHAR DIGITAL. Inédito no mundo: Brasil realiza telecirurgia robótica com internet de baixo custo. 22 out. 2025.

METRÓPOLES. Cirurgias feitas por robôs. 19 jun. 2023.

TIMES BRASIL / CNBC. Cirurgia robótica avança no Brasil e chega ao SUS com apoio da Strattner. 30 set. 2025.

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Dr. Carlo Passerotti

Estudou Medicina na Escola Paulista de Medicina (EPM), e também, mestrado e Doutorado, na Universidade Federal de São Paulo. Pós-doutorado em cirurgia robótica na Harvard Medical School, Boston, onde foi o primeiro brasileiro a ser certificado e treinado em cirurgia robótica. Atualmente é Professor Livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP, orientador na pós-graduação da Universidade de São Paulo, e coordenador do serviço de Urologia e Cirurgia Robótica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.